Tento não ser essa lágrima de solidão
Que chora no peito de um jeito
Tão intimo do meu sentir
Que se atropela numa vida confusa
De guerra e de paz!

Caminhos de sonhos
Que ficaram no passado
Em rastros das minhas pegadas na areia...

Caminhei um caminheiro errante
De aventuras em doces venturas
Pela busca do amor!

Por esses caminhos vidas nasceram
O ventre concebeu frutos
De amores furtivos em lânguidas noites
Outrora de amantes em vício de amar!

Contemplei tantas estradas
Curvas em labirintos sem saída
Esperanças céticas a esmo
De um olhar infinito...

O grito vazio no silêncio
O corpo sem carinho
Eu sei o destino pode mudar
Vou jogar no mar uma poesia
Para te encontrar...

Quem sabe o coração
Despido de paixão volte
A encontrar sonhos perdido
Loucos por amar!

A página vira
Escreve um novo dia
Respiro a alma e suspiro
Versos para não chorar...

Em 07 de outubro de 2006

 

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